A contemplação do mundus no De natura deorum, L. 2, de Cícero

Autores

Palavras-chave:

contemplatio mundi, filosofia estoica, virtudes romanas

Resumo

O presente artigo trata-se de uma abordagem exploratória sobre o pensamento estoico da contemplação do mundo, presente no livro II do debate filosófico do De natura deorum, de Marco Túlio Cícero. Busca-se salientar a contemplação do mundo como via necessária à condução da vida do ser humano de maneira virtuosa. Nas experiências da vida, seja pela filosofia ou pela astronomia, muitos povos estabeleceram a conexão com o cosmos e os deuses para encontrar o sentido de suas existências. Os romanos, no século I a.E.C., procuraram com afinco essas respostas pela contemplatio mundi, ou seja, pela utilização dos sentidos da visão e da audição com vistas a encontrar o sentido existencial na harmonia do cosmos, na sua regularidade e ordem. Do mesmo jeito como o cosmos era organizado, belo e feliz, também o ser humano o poderia ser na sua jornada terrena. Havia, desse jeito, um efeito reflexo, pois o homem fora criado pelos deuses à sua imagem e semelhança. Desse modo, busca-se nesse artigo explorar a contemplação do mundo como caminho da jornada de produção de sentidos na vida romana no referido século no debate filosófico do livro II do De natura deorum, no discurso de Lucilius Balbus, o estoico. Exploraremos o gênero literário e o uso da filosofia e do fomento de sua produção nesse período, levantando-se o porquê dessa grande produção e, por fim, ressaltaremos a importância da conjugação das virtudes por meio da contemplação do mundo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Glauce de Souza Luz, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Downloads

Publicado

2025-12-29

Como Citar

de Souza Luz, G. (2025). A contemplação do mundus no De natura deorum, L. 2, de Cícero. Revista Historiador, (18). Recuperado de https://www.revistahistoriador.com.br/index.php/principal/article/view/361