De Júlio César a Diuus Iulius: Cícero e a divinização de Caio Júlio César (46–42 a.C.)

Auteurs

Mots-clés:

Religião Romana; divinização; Caio Júlio César.

Résumé

Nos idos de março de 44 a.C., a ditadura de Júlio César, iniciada em 49 a.C., chegou ao fim com seu assassinato, apunhalado 23 vezes na Cúria de Pompeu. Esse evento deu início a um período de acomodação entre seus assassinos e aqueles que reivindicavam seu legado. Parte desse processo incluiu a aprovação de suas leis e honrarias, culminando em sua divinização, iniciada em 46 a.C. e consolidada em 42 a.C., com a construção de seu templo no Fórum Romano. Este artigo reflete sobre a divinização de César, analisando especialmente as cartas de Cícero, que estava envolvido nos debates teológicos e filosóficos de sua época. Observa-se que, no final da República, a relação entre homens e deuses passou por transformações significativas, com conexões pessoais e familiares ao divino sendo usadas como legitimadoras de poder. No caso de César, as honras divinas entraram em conflito com projetos de memória promovidos por seus opositores, que buscavam justificar sua morte por meio da acusação de tirania.

##plugins.generic.usageStats.downloads##

##plugins.generic.usageStats.noStats##

Biographie de l'auteur

Jonathan Cruz Moreira, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

##submission.downloads##

Publiée

2025-12-29