O “verdadeiro sábio estoico” como ideal: recepções e usos do estoicismo romano pela Brasil Paralelo

Autores

Palavras-chave:

Estoicismo, Brasil Paralelo, Usos do Passado, Recepção dos Clássicos

Resumo

Este trabalho pretende apresentar uma análise dos usos das ideias estoicas antigas na extrema-direita e no conservadorismo brasileiros a partir do estudo de caso da Brasil Paralelo. O estoicismo atualmente passa por um processo de crescente popularização de suas bases filosóficas de bem-estar pessoal e como modelo ético e moralista que conduziria a um bem-estar condicionado a modos de se “viver bem”. Essa caracterização moralista de discursos filosóficos pela Brasil Paralelo frequentemente relaciona determinadas práticas à ideia de decadência e relativização da moral e dos bons costumes. Nos usos da antiguidade clássica da Brasil Paralelo, as ideias que se têm acerca dos estoicos são estruturadas por um conceito principal: a consolidação da tradição virtuosa do homem sábio, baseada em dinâmicas de apatheia emocional, determinação divina e moralidade. Com esse trabalho, portanto, questiona-se até que ponto a recepção do pensamento estoico pela Brasil Paralelo, baseada em uma visão conservadora, distorce elementos clássicos do conhecimento estoico. Por meio do estudo das visões cosmológicas e éticas dos estoicos e das dinâmicas de recepção e usos do passado que são feitos dos antigos, também investiga-se em que medida elementos da antiguidade ainda são apreendidos e apropriados como meio de legitimidade no sistema neoliberal contemporâneo.

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Biografia do Autor

Ian Moura Gomes do Nascimento, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

Moura Gomes do Nascimento, I. (2025). O “verdadeiro sábio estoico” como ideal: recepções e usos do estoicismo romano pela Brasil Paralelo. Revista Historiador, (18). Recuperado de https://www.revistahistoriador.com.br/index.php/principal/article/view/359